Fotos mamonas assassinas mortos

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A geração de brasileiros dos anos 90 concretizou seu título de infância bem-aproveitada com uma trilha sonora não tão ingênua assim. No Rio Grande do Sul, não foi diferente. Foi ao som de “Sabão crá crá”, “Pelados em Santos”, “Vira-vira” e “Robocop Gay” que vimos nossa primeira leva de planetários com os braços pro alto. Motivadas pela oportunidade de ver os  famosos Mamonas Assassinas ao vivo, cerca de 30 mil pessoas compareceram na edição de estreia do festival Planeta Atlântida em fevereiro 1996.

 A banda que se formou em Guarulhos, São Paulo, era o assunto nacional no final do ano de 1995. Carismáticos e muito bem-humorados, Dinho, Bento, Júlio, Samuel e Sérgio conquistavam a atenção de todos pelas suas músicas sem censura e completas de humor. Por outro lado, o grupo também causava estranheza para as bandas que dominavam o cenário musical dos anos 90. Eugenio Correa, atual sócio-diretor da produtora DC Set, conta que a decisão de escalar os Mamonas Assassinas entre as atrações do festival chegou a virar um problema: “Com os Mamonas confirmados, alguns outros artistas importantes se recusaram a tocar no Planeta, porque achavam que os Mamonas tirariam a seriedade de um evento de música”.

Mas o que importava era o que o público queria. Com agendas lotadas, a presença dos Mamonas Assassinas em um grande evento era um sucesso previsível. Com poucos meses de fama, os integrantes do grupo chegaram à Sede Campestre da SABA com tratamento de estrelas. Rodeados por jornalistas e fãs, os Mamonas estavam prontos para marcar a história do festival que se apresentaria naquela noite para comemorar os 20 anos da Rádio Atlântida.

“Atenção, Creuzebek!”. Essa frase clássica era como um sinal de aviso que o show estava para começar. Mestres em caretas e em versos dúbios, o grupo incorporou personagens com figurinos divertidos para animar os gaúchos. Dinho fez os olhos da criançada brilhar ao invadir o palco do Planeta vestido de coelho. Eletrizante, pulava por todos os cantos, puxando os outros integrantes do grupo para a brincadeira. Os figurinos iam mudando de acordo com as piadas de cada música até que, de cueca, capacete e óculos escuros, o vocalista incorporou como nunca o célebre “Robocop gay”.

O ritmo legítimo do rock, guiado por solos de guitarra e pelo compasso da bateria, proporcionava o contratempo perfeito para a multidão de jovens pular junto com os ídolos. O público da edição de estreia do festival não passava por restrições etárias. Naquela época, aos oito anos de idade, o atual redator publicitário Gustavo Lacerda vivenciou a sua primeira experiência em um grande público no Planeta Atlântida. Rodeado pela plateia, Gustavo teve que subir em uma mesa para conseguir elevar sua visão na altura da multidão para assistir ao show. Ele conta que lembra nitidamente do sentimento de devoção das crianças pelo quinteto. “Eles eram muito autênticos, coloridos e falavam muita sacanagem. Um prato cheio para um guri de oito anos. Eu sabia as músicas de cor”.

Com uma hora e dez minutos de duração, o show do grupo foi embalado com as 14 músicas que compunham o único disco dos Mamonas Assassinas. E não eram só os jovens que aproveitavam a festa. Em posição de escolta, os pais também acompanhavam as palhaçadas do grupo que era o fenômeno do país. “Tinha um sentimento muito forte, uma explosão, uma energia, que fazia todo mundo pular, rir e cantar junto. Todo mundo virava criança quando os Mamonas Assassinas estavam no palco. Até meu pai. Essa era a mágica deles. E é isso que guardo na memória” – relembra Gustavo.

A energia não se exauriu após o show. Nos camarins, os pequenos fãs procuravam pelos artistas brincalhões que deixaram todos apaixonados com seus jeitos de criança. Sem recusar uma foto ou um abraço apertado, os Mamonas recebiam os admiradores de braços abertos nos bastidores da festa.

Ao acompanhar a banda durante sua passagem no Planeta Atlântida, Eugenio Correa contou ao nosso site que foi surpreendido pela banda em dois momentos: o primeiro foi pela energia dos artistas, que eram mestres em fazer o público vir a baixo com suas músicas engraçadas. O segundo foi que, ao retornar de férias após os trabalhos no festival, a sua escala no aeroporto de Guarulhos foi cancelada. Naquele mesmo dia, 2 de março de 1996, os aviões de todo o Brasil pararam com a divulgação do acidente fatal que comprometeu a vida de todos os integrantes do grupo. Pouco menos de um mês após a sua apresentação na maior festa do Planeta, os Mamonas deixaram saudades para sempre.

Texto: Carol Petry Matzenbacher


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